Entre andares

Gringo
2016

Depois de 20 anos abandonado, o antigo edifício J.B – também conhecido como Marrocos, foi ocupado por cerca de 3 mil pessoas originárias de 25 países diferentes, transformando este gigante de 12 andares em uma ocupação ilegal.Durante o projeto Marrocos tentamos entender quem eram e porque essas pessoas estavam vivendo lá, no que poderia ser considerada uma grande favela vertical.Controlado por um movimento de luta por moradia os moradores se organizavam conforme suas similaridades de origem, orientação sexual e situação social. Os primeiros andares eram resevados para ansiões e pessoas com problemas de locomoção, assim como os mais altos ficavam para os mais pobres, considerando que os elevadores não funcionavam muito bem. Assim, cada andar tinha sua própria identidade e refletia a personalidade de seus moradores, por isso decidimos retratá-los nesse que era o único espaço comum que compartilhavam.

After being abandoned for over 20 years in São Paulo downtown, the J.B. building was taken by almost 3.000 people from 25 different countries and became an illegal occupation. During the “Marrocos” project, we tried to understand who were and why those people lived inside the building, a decadent 12 floors commercial office tower turned into a vertical slum.Controlled by a homeless social-association, the residents were arranged according to sexual orientation, origins or social situation. The lowest floors were designated to the elders and handicapped, as well the highest to the poorest as the arranged rooms were cheaper as the elevators did not work properly. Each floor had its own identity and the residents reflected that, so that’s why we asked them to go to each floor’s halls to be photographed and this way understand a little better this vertical community.